'Canetas emagrecedoras' podem reduzir risco de câncer de mama em até 30%, apontam estudos

2026-06-03     HaiPress

Pesquisas recentes apontam que canetas emagrecedoras podem reduzir risco de câncer de mama — Foto: Banco de imagens do Canva

RESUMO

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GERADO EM: 02/06/2026 - 18:45

Medicamentos GLP-1 reduzem risco de câncer de mama,aponta estudo

Estudos apresentados na ASCO,nos EUA,associam medicamentos para perda de peso da classe GLP-1,como Ozempic e WeGovy,à redução de até 30% no risco de câncer de mama e melhores taxas de sobrevivência. Pesquisas analisaram dados de milhares de mulheres,destacando benefícios na prevenção e tratamento do câncer. Especialistas,no entanto,pedem cautela,pois os resultados são observacionais e necessitam de ensaios clínicos adicionais.

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Medicamentos usados para perda de peso,como os da classe GLP-1,como,por exemplo,Ozempic,Mounjaro e WeGovy,conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras",podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de câncer de mama e melhorar a sobrevivência de pacientes já diagnosticadas com a doença. A conclusão é de uma série de estudos apresentados durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO),em Chicago,nos Estados Unidos,nesta terça-feira.

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Uma das pesquisas analisou dados de mais de 110 mil mulheres entre 45 e 80 anos com sobrepeso ou obesidade. Os resultados mostraram que aquelas que utilizaram medicamentos GLP-1 apresentaram entre 30% e 35% menos chances de desenvolver câncer de mama em comparação com mulheres que não fizeram uso desses remédios.

O estudo,publicado no periódico JCO Oncology Practice,foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia,que avaliaram registros médicos de pacientes acompanhadas entre 2022 e 2025. Segundo os autores,a redução da incidência da doença foi observada tanto na análise geral quanto em grupos de comparação ajustados para fatores como idade,índice de massa corporal (IMC),raça,etnia e diabetes.

ONG holandesa oferece tatuagem gratuita a mulheres com cicatrizes de câncer de mama

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Jacqueline van Schaik,sobrevivente de câncer de mama,se olha no espelho depois de terminar a tatuagem em torno das cicatrizes de mastectomia — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP

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Darryl Veer,tatuador que fez dezenas de tatuagens cobrindo cicatrizes por quinze anos,trabalha em uma tatuagem artística em torno das cicatrizes de mastectomia — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP

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Paciente que passou por mastectomia realiza tatuagem no local em que ficava o seio — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP

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Myriam Scheffer,fundadora da organização "Tittoo.org",posa mostrando uma cicatriz que resta da cirurgia de retirada da mama — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP

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Paciente finaliza tatuagem de flores vermelhas na região dos seios após a retirada da mama — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP

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Tatuador e sobrevivente de câncer de mama posam juntos após término da tatuagem — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP

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Fundação reúne tatuadores dispostos a ajudarem pacientes que passaram pela mastectomia a recuperarem a autoestima

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Além da prevenção,os pesquisadores identificaram possíveis benefícios para pacientes que já convivem com o câncer. Outro estudo,envolvendo cerca de 27 mil mulheres com câncer de mama,indicou que o uso combinado dos medicamentos para emagrecimento e dos tratamentos convencionais esteve associado a uma redução de aproximadamente 30% no risco de morte em até 18 meses.

Os resultados também sugerem impacto sobre a progressão da doença. Uma terceira análise feita com mais de 12 mil pacientes com diferentes tipos de câncer relacionados à obesidade mostrou que usuários de GLP-1 tiveram entre 38% e 50% menos risco de evolução para câncer metastático em tumores de mama,pulmão,fígado e intestino. No caso específico do câncer de mama,a taxa de progressão para estágio avançado foi cerca de metade da observada entre pacientes que utilizaram outros medicamentos para diabetes.

Os cientistas acreditam que os benefícios podem estar ligados não apenas à perda de peso,mas também a efeitos biológicos diretos desses medicamentos. Entre as hipóteses investigadas estão a redução da inflamação crônica,alterações metabólicas e possíveis ações sobre mecanismos envolvidos no crescimento tumoral.

Famosos que aderiram à caneta emagrecedora falam dos efeitos

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Lucas Buda aliou o uso do mounjaro com uma rotina de exercícios físicos intensa e alimentação audável com acompanhamento médico. Ele disse já ter perdido 32 quilos e o objetivo é perder mais dez — Foto: Reprodução/Instagram

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A ex-panicat Juju Salimeni disse em uma entrevista que faz uso de uma baixa dosagem de mounjaro para controlar a fome: "Eu não quero emagrecer. Uma vez por mês,para mim,está ótimo" — Foto: Reprodução/Instagram

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A apresentadora Oprah Winfrey afirmou ter perdido 23 quilos com o auxílio da caneta emagrecedora,porém,relatou ter tido um efeito rebote após interromper o uso. Ela recuperou 9 quilos. — Foto: Reprodução/Instagram

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Jojo Todynho utilizou o medicamento mounjaro para ajudar a manter o resultado após perder mais de 80 quilos com uma cirurgia bariátrica e mudanças no estilo de vida — Foto: Reprodução/Instagram

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O jornalista Luiz Bacci revelou ter perdido cerca de 15 quilos após utilizar a medicação nos EUA — Foto: Reprodução/Instagram

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Silvia Abravanel perdeu cerca de 35 quilos com o mounjaro. Ela conta que mantém o uso do medicamento mais de um ano depois para evitar o reganho de peso: 'Se eu parar eu sei que vou engordar" — Foto: Reprodução/TV Globo

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A ex-"BBB" Viih Tube admitiu ter tentado usar canetas emagrecedoras após o nascimento de seu segundo filho: "Tentei tomar Mounjaro e Ozempic,com acompanhamento médico,porém passei muito mal. Muita náusea,enjoo,vômitos" — Foto: Reprodução/Instagram

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Apesar do entusiasmo,especialistas destacam que os resultados ainda são observacionais e não comprovam relação de causa e efeito. Ensaios clínicos específicos já estão sendo planejados para verificar se os medicamentos podem ser utilizados futuramente como estratégia de prevenção do câncer em grupos de alto risco ou como complemento ao tratamento oncológico.

A classe GLP-1 inclui medicamentos amplamente conhecidos para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade,que ganharam popularidade nos últimos anos por sua eficácia na redução de peso. Estudos anteriores já haviam associado esses remédios à diminuição do risco de outros cânceres relacionados à obesidade,como os de fígado,pâncreas e intestino.

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